Archives of Transição Energética

  • Home
  • Transição Energética
Renováveis 24h já desafiam fósseis no custo da energia firme, aponta IRENA
Novo relatório da IRENA mostra que sistemas híbridos de energia solar, eólica e baterias já conseguem entregar eletricidade firme durante 24 horas com custos competitivos ou inferiores aos de novas usinas fósseis em regiões favoráveis. A conclusão muda o centro do debate energético: a questão deixa de ser apenas o custo da geração renovável isolada e passa a ser o custo da energia limpa disponível quando o sistema precisa.
O crescimento da demanda por combustíveis no Brasil e o desafio estratégico da transição energética
A edição de abril de 2026 das Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo, publicada pela EPE, projeta mais de 3 bilhões de litros adicionais de demanda por combustíveis líquidos e GLP em 2026 e novamente em 2027. O movimento confirma a vitalidade da economia brasileira, mas também evidencia a complexidade da transição energética em um país onde segurança de abastecimento, inclusão social, competitividade e descarbonização precisam avançar de forma coordenada.
Do Excedente ao Equilíbrio: Como o Armazenamento Desafia a Rede
O Brasil atravessa um momento decisivo na regulação dos Sistemas de Armazenamento de Energia (SAE). A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por meio da Consulta Pública 39/2023 e da subsequente Nota Técnica Conjunta 13/2025, vem construindo as bases normativas para integrar baterias, usinas reversíveis e outros sistemas de armazenamento ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O nó central do debate é a definição de como esses empreendimentos devem contratar e remunerar o uso da rede elétrica, um ponto que envolve tarifação, outorga, encargos setoriais e isonomia regulatória. A aprovação da Lei 15.269/2025 formalizou o marco legal, mas a regulamentação infralegal ainda depende de decisões da ANEEL que testam a consistência do modelo regulatório brasileiro diante da inovação tecnológica.
CGOB: o novo ativo de descarbonização que o mercado de energia ainda está aprendendo a precificar
O Certificado de Garantia de Origem do Biometano acaba de ganhar regulamentação definitiva pela ANP. Com as Resoluções nº 995 e nº 996, publicadas em março de 2026, o Brasil criou um instrumento financeiro novo: um ativo que comprova a origem renovável do gás, pode ser negociado separadamente da molécula física e serve tanto para cumprir metas regulatórias obrigatórias quanto para estratégias voluntárias de descarbonização corporativa. Para a maioria dos investidores, o CGOB ainda é desconhecido. Este artigo explica como ele funciona, o que o diferencia dos CBIOs do RenovaBio, quais são os riscos e por que 2026 pode ser o ponto de inflexão para quem quiser se posicionar nesse mercado antes que ele amadureça.
O setor de energia brasileiro vive um momento de transformação sem precedentes. Em 2026, enquanto a capacidade instalada renovável ultrapassa 215 GW e o mercado livre soma 85 mil consumidores responsáveis por 43% de toda a eletricidade do país, novas frentes de valor emergem com força. Este artigo mapeia as cinco maiores oportunidades do setor: energia solar em fase de maturidade, biogás e biometano com regulação decolando, o Ambiente de Contratação Livre (ACL) em expansão acelerada, armazenamento de energia como novo vetor estrutural, e a crescente demanda por inteligência e serviços energéticos.
Cortar emissões pela metade. Gerar muito mais eletricidade.
O mundo precisa reduzir emissões de CO2 entre 30 e 50% até 2030 e, ao mesmo tempo, ampliar em pelo menos 40% a geração de eletricidade até 2035. Esses dois objetivos precisam caminhar juntos, mas ainda avançam em velocidades opostas. O paradoxo não é retórica climática: é o desafio central documentado pelo estudo Back to 2050, da Schneider Electric Sustainability Research Institute, e pelo World Energy Outlook 2025 da Agência Internacional de Energia (IEA). Entenda o que está em jogo, como chegamos aqui, o que os principais acordos e leis determinam e por que o Brasil pode ser protagonista.
Transição energética: o Brasil diante de uma transformação estrutural da economia global
Falar em transição energética deixou de ser um exercício prospectivo para se tornar uma discussão concreta sobre competitividade econômica, segurança energética e posicionamento geopolítico. O tema, que há pouco mais de uma década orbitava majoritariamente relatórios acadêmicos e fóruns multilaterais, hoje está no centro das decisões de governos, empresas, investidores e organismos reguladores.
Biogás e biometano em expansão
O setor de biogás e biometano entra em 2026 em franca expansão, com 1.633 plantas de biogás com fins energéticos, oferta de biometano em trajetória para triplicar até o fim de 2026 e São Paulo se aproximando de 700 mil m³/dia de produção.
Crescimento global de biogás e biometano: tendências de produção e políticas públicas
O relatório da IEA destaca que os volumes globais de produção de biogás e biometano podem subir 22 por cento até 2030 em comparação com 2025, refletindo uma revisão de expectativas e um cenário mais favorável para investimentos em energia renovável. A análise inclui dados que revelam variações na velocidade de crescimento entre regiões, com destaque para Europa, América do Norte e mercados em desenvolvimento na Ásia e América Latina.