A transição para uma economia de baixo carbono deixou de ser uma agenda restrita à mitigação climática. Cada vez mais, ela se consolida como um eixo de competitividade, financiamento, inovação produtiva e reposicionamento estratégico para empresas, produtores rurais, investidores e governos. Nesse novo contexto, os ativos ambientais ganham relevância porque permitem transformar benefícios ambientais em instrumentos mensuráveis, certificados, rastreáveis e economicamente valorados.
A edição de abril de 2026 das Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo, publicada pela EPE, projeta mais de 3 bilhões de litros adicionais de demanda por combustíveis líquidos e GLP em 2026 e novamente em 2027. O movimento confirma a vitalidade da economia brasileira, mas também evidencia a complexidade da transição energética em um país onde segurança de abastecimento, inclusão social, competitividade e descarbonização precisam avançar de forma coordenada.
O setor energético brasileiro vive um momento de inflexão que remete à descoberta das grandes reservas de petróleo na década passada. No entanto, a riqueza da vez não brota das profundezas do oceano, mas sim da superfície, do campo e dos aterros sanitários. O biometano, carinhosamente apelidado por especialistas de “pré-sal caipira”, deixou de ser […]



