A edição de abril de 2026 das Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo, publicada pela EPE, projeta mais de 3 bilhões de litros adicionais de demanda por combustíveis líquidos e GLP em 2026 e novamente em 2027. O movimento confirma a vitalidade da economia brasileira, mas também evidencia a complexidade da transição energética em um país onde segurança de abastecimento, inclusão social, competitividade e descarbonização precisam avançar de forma coordenada.
O Brasil inicia 2026 com 215,9 GW de capacidade elétrica instalada, sendo 84,63% de fontes renováveis. A ANEEL projeta expansão de 9,1 GW ao longo do ano. Ao mesmo tempo em que Roraima finalmente se conecta ao Sistema Interligado Nacional, o setor solar atravessa seu segundo ano consecutivo de desaceleração, pressionado por cortes de geração, juros altos e gargalos na rede.
A matriz elétrica nacional é formada por 82,9% de energia limpa, como hidrelétricas, biomassa e energia solar, enquanto a média global é de 26,7%. Segundo o Ministério de Minas e Energia, atualmente, o Brasil tem 83% da sua matriz originada de energia limpa. A participação é liderada por hidrelétrica (63,8%), seguida da eólica (9,3%), biomassa e biogás (8,9%) e solar (1,4%). Diferentemente da média global, o Brasil é três vezes mais sustentável que os demais países.
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