A descarbonização tornou se um dos principais eixos da transformação econômica global. Embora a expansão das fontes renováveis seja uma parte fundamental desse processo, reduzir emissões exige mudanças muito mais amplas na maneira como energia é produzida, transportada, armazenada e consumida. No Brasil, que já possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, o desafio avança para setores como transportes, indústria e produção de combustíveis, ao mesmo tempo em que cresce a importância de redes elétricas, armazenamento, eficiência energética, biometano, biocombustíveis, hidrogênio de baixa emissão, mercado de carbono e novas tecnologias. Mais do que substituir fontes fósseis, descarbonizar significa reorganizar sistemas produtivos inteiros para uma economia capaz de crescer com menor intensidade de carbono.
Novo relatório da IRENA mostra que sistemas híbridos de energia solar, eólica e baterias já conseguem entregar eletricidade firme durante 24 horas com custos competitivos ou inferiores aos de novas usinas fósseis em regiões favoráveis. A conclusão muda o centro do debate energético: a questão deixa de ser apenas o custo da geração renovável isolada e passa a ser o custo da energia limpa disponível quando o sistema precisa.
O Certificado de Garantia de Origem do Biometano acaba de ganhar regulamentação definitiva pela ANP. Com as Resoluções nº 995 e nº 996, publicadas em março de 2026, o Brasil criou um instrumento financeiro novo: um ativo que comprova a origem renovável do gás, pode ser negociado separadamente da molécula física e serve tanto para cumprir metas regulatórias obrigatórias quanto para estratégias voluntárias de descarbonização corporativa. Para a maioria dos investidores, o CGOB ainda é desconhecido. Este artigo explica como ele funciona, o que o diferencia dos CBIOs do RenovaBio, quais são os riscos e por que 2026 pode ser o ponto de inflexão para quem quiser se posicionar nesse mercado antes que ele amadureça.
O mundo precisa reduzir emissões de CO2 entre 30 e 50% até 2030 e, ao mesmo tempo, ampliar em pelo menos 40% a geração de eletricidade até 2035. Esses dois objetivos precisam caminhar juntos, mas ainda avançam em velocidades opostas. O paradoxo não é retórica climática: é o desafio central documentado pelo estudo Back to 2050, da Schneider Electric Sustainability Research Institute, e pelo World Energy Outlook 2025 da Agência Internacional de Energia (IEA). Entenda o que está em jogo, como chegamos aqui, o que os principais acordos e leis determinam e por que o Brasil pode ser protagonista.
Em 2026, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) continua a ser a bússola científica que orienta a humanidade em sua jornada climática. Este artigo explora os alarmantes recordes de emissões de CO2 em 2025, as projeções para 2026 e os esforços do IPCC na elaboração de novos relatórios que buscam soluções para as mudanças climáticas e a adaptação das cidades.






