Em 1º de abril de 2026, o Brasil ativou formalmente o mandato de descarbonização por biometano, com uma meta de 0,5% para o primeiro ano. O instrumento, criado pela Lei do Combustível do Futuro, é um avanço real na política de transição energética — mas a meta aprovada pelo CNPE ficou abaixo dos 1% previstos em lei, revelando que oferta, infraestrutura e regulação ainda precisam amadurecer juntas. Para investidores, este é o momento de entender o que está em jogo: os riscos são reais, mas a janela de oportunidade também é.
O Certificado de Garantia de Origem do Biometano acaba de ganhar regulamentação definitiva pela ANP. Com as Resoluções nº 995 e nº 996, publicadas em março de 2026, o Brasil criou um instrumento financeiro novo: um ativo que comprova a origem renovável do gás, pode ser negociado separadamente da molécula física e serve tanto para cumprir metas regulatórias obrigatórias quanto para estratégias voluntárias de descarbonização corporativa. Para a maioria dos investidores, o CGOB ainda é desconhecido. Este artigo explica como ele funciona, o que o diferencia dos CBIOs do RenovaBio, quais são os riscos e por que 2026 pode ser o ponto de inflexão para quem quiser se posicionar nesse mercado antes que ele amadureça.
O Brasil, dono de uma das matrizes energéticas mais limpas do G20, precisará investir aproximadamente US$ 6 trilhões — cerca de R$ 33,6 trilhões — até 2050 para zerar suas emissões líquidas de carbono. A estimativa consta do mais recente relatório New Energy Outlook da BloombergNEF, divulgado em fevereiro de 2025. O estudo revela um […]









