O mundo precisa reduzir emissões de CO2 entre 30 e 50% até 2030 e, ao mesmo tempo, ampliar em pelo menos 40% a geração de eletricidade até 2035. Esses dois objetivos precisam caminhar juntos, mas ainda avançam em velocidades opostas. O paradoxo não é retórica climática: é o desafio central documentado pelo estudo Back to 2050, da Schneider Electric Sustainability Research Institute, e pelo World Energy Outlook 2025 da Agência Internacional de Energia (IEA). Entenda o que está em jogo, como chegamos aqui, o que os principais acordos e leis determinam e por que o Brasil pode ser protagonista.
O Brasil inicia 2026 com 215,9 GW de capacidade elétrica instalada, sendo 84,63% de fontes renováveis. A ANEEL projeta expansão de 9,1 GW ao longo do ano. Ao mesmo tempo em que Roraima finalmente se conecta ao Sistema Interligado Nacional, o setor solar atravessa seu segundo ano consecutivo de desaceleração, pressionado por cortes de geração, juros altos e gargalos na rede.
O Brasil, reconhecido por sua matriz energética diversificada, está intensificando investimentos no biometano, um biocombustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos. Essa iniciativa visa fortalecer a economia sustentável e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), alinhando-se às metas globais de descarbonização.
As termelétricas desempenham um papel crucial na matriz energética do Brasil, especialmente em momentos de crise hídrica, quando as hidrelétricas ficam comprometidas. Apesar de serem uma fonte confiável, essas usinas, que utilizam combustíveis como gás natural, carvão e biomassa, têm um impacto ambiental significativo, principalmente devido às emissões de gases de efeito estufa. Com o aumento da demanda por energia, as termelétricas ganham espaço no cenário energético, mas o Brasil busca equilibrar sua utilização com a expansão de fontes renováveis, visando um futuro mais sustentável.







