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Descarbonização por que reduzir emissões exige transformar a forma como produzimos e consumimos energia
A descarbonização tornou se um dos principais eixos da transformação econômica global. Embora a expansão das fontes renováveis seja uma parte fundamental desse processo, reduzir emissões exige mudanças muito mais amplas na maneira como energia é produzida, transportada, armazenada e consumida. No Brasil, que já possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, o desafio avança para setores como transportes, indústria e produção de combustíveis, ao mesmo tempo em que cresce a importância de redes elétricas, armazenamento, eficiência energética, biometano, biocombustíveis, hidrogênio de baixa emissão, mercado de carbono e novas tecnologias. Mais do que substituir fontes fósseis, descarbonizar significa reorganizar sistemas produtivos inteiros para uma economia capaz de crescer com menor intensidade de carbono.
CGOB: o novo ativo de descarbonização que o mercado de energia ainda está aprendendo a precificar
O Certificado de Garantia de Origem do Biometano acaba de ganhar regulamentação definitiva pela ANP. Com as Resoluções nº 995 e nº 996, publicadas em março de 2026, o Brasil criou um instrumento financeiro novo: um ativo que comprova a origem renovável do gás, pode ser negociado separadamente da molécula física e serve tanto para cumprir metas regulatórias obrigatórias quanto para estratégias voluntárias de descarbonização corporativa. Para a maioria dos investidores, o CGOB ainda é desconhecido. Este artigo explica como ele funciona, o que o diferencia dos CBIOs do RenovaBio, quais são os riscos e por que 2026 pode ser o ponto de inflexão para quem quiser se posicionar nesse mercado antes que ele amadureça.