O Certificado de Garantia de Origem do Biometano acaba de ganhar regulamentação definitiva pela ANP. Com as Resoluções nº 995 e nº 996, publicadas em março de 2026, o Brasil criou um instrumento financeiro novo: um ativo que comprova a origem renovável do gás, pode ser negociado separadamente da molécula física e serve tanto para cumprir metas regulatórias obrigatórias quanto para estratégias voluntárias de descarbonização corporativa. Para a maioria dos investidores, o CGOB ainda é desconhecido. Este artigo explica como ele funciona, o que o diferencia dos CBIOs do RenovaBio, quais são os riscos e por que 2026 pode ser o ponto de inflexão para quem quiser se posicionar nesse mercado antes que ele amadureça.
O Brasil, reconhecido por sua matriz energética diversificada, está intensificando investimentos no biometano, um biocombustível renovável produzido a partir de resíduos orgânicos. Essa iniciativa visa fortalecer a economia sustentável e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), alinhando-se às metas globais de descarbonização.
A energia gerada a partir de aterros sanitários contribui para a diminuição na emissão dos gases do efeito estufa, além de dar um correto e melhor descarte aos resíduos orgânicos. Os aterros são os principais recursos utilizados pelos entes governamentais para descarte e tratamento dos resíduos sólidos produzidos pela população.



