Falar em transição energética deixou de ser um exercício prospectivo para se tornar uma discussão concreta sobre competitividade econômica, segurança energética e posicionamento geopolítico. O tema, que há pouco mais de uma década orbitava majoritariamente relatórios acadêmicos e fóruns multilaterais, hoje está no centro das decisões de governos, empresas, investidores e organismos reguladores.
À medida que o Brasil entra em 2025 com metas mais ambiciosas para descarbonização e regulamentações climáticas em discussão no Congresso, um tema ganha protagonismo nos conselhos de administração e nas salas de diretoria: a necessidade de medir, reportar e reduzir as emissões de gases de efeito estufa em toda a operação corporativa.
O que antes era visto como um custo regulatório ou uma concessão à agenda ESG, hoje se consolida como o principal vetor de crescimento, inovação e alocação de capital do setor. Em 2025, a pergunta não é mais se devemos investir na transição, mas onde e com que velocidade para capturar a vanguarda de um mercado em redefinição.
Em um marco histórico para o planeta, as fontes de energia renovável, impulsionadas pela ascensão meteórica da solar e da eólica, superaram 40% da geração global de eletricidade em 2023. Este não é apenas um número em um relatório; é o prenúncio de uma nova era, onde a promessa de um ar mais limpo, de um clima mais estável e de uma economia mais justa começa a tomar forma, tocando a vida de bilhões de pessoas de maneiras profundas e, por vezes, invisíveis.
Em 2025, a agenda ESG consolidou-se como a força central que redefine o setor elétrico brasileiro, movendo-se do discurso para a prática e tornando-se um critério decisivo para investimentos, regulação e gestão de riscos. A transformação é liderada pelo pilar Ambiental, que evoluiu da simples descarbonização para uma preocupação urgente com a resiliência climática da infraestrutura.









