Novo relatório da IRENA mostra que sistemas híbridos de energia solar, eólica e baterias já conseguem entregar eletricidade firme durante 24 horas com custos competitivos ou inferiores aos de novas usinas fósseis em regiões favoráveis. A conclusão muda o centro do debate energético: a questão deixa de ser apenas o custo da geração renovável isolada e passa a ser o custo da energia limpa disponível quando o sistema precisa.
O Brasil inicia 2026 com 215,9 GW de capacidade elétrica instalada, sendo 84,63% de fontes renováveis. A ANEEL projeta expansão de 9,1 GW ao longo do ano. Ao mesmo tempo em que Roraima finalmente se conecta ao Sistema Interligado Nacional, o setor solar atravessa seu segundo ano consecutivo de desaceleração, pressionado por cortes de geração, juros altos e gargalos na rede.
A matriz elétrica nacional é formada por 82,9% de energia limpa, como hidrelétricas, biomassa e energia solar, enquanto a média global é de 26,7%. Segundo o Ministério de Minas e Energia, atualmente, o Brasil tem 83% da sua matriz originada de energia limpa. A participação é liderada por hidrelétrica (63,8%), seguida da eólica (9,3%), biomassa e biogás (8,9%) e solar (1,4%). Diferentemente da média global, o Brasil é três vezes mais sustentável que os demais países.
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