Novo relatório da IRENA mostra que sistemas híbridos de energia solar, eólica e baterias já conseguem entregar eletricidade firme durante 24 horas com custos competitivos ou inferiores aos de novas usinas fósseis em regiões favoráveis. A conclusão muda o centro do debate energético: a questão deixa de ser apenas o custo da geração renovável isolada e passa a ser o custo da energia limpa disponível quando o sistema precisa.
O Brasil atravessa um momento decisivo na regulação dos Sistemas de Armazenamento de Energia (SAE). A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), por meio da Consulta Pública 39/2023 e da subsequente Nota Técnica Conjunta 13/2025, vem construindo as bases normativas para integrar baterias, usinas reversíveis e outros sistemas de armazenamento ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O nó central do debate é a definição de como esses empreendimentos devem contratar e remunerar o uso da rede elétrica, um ponto que envolve tarifação, outorga, encargos setoriais e isonomia regulatória. A aprovação da Lei 15.269/2025 formalizou o marco legal, mas a regulamentação infralegal ainda depende de decisões da ANEEL que testam a consistência do modelo regulatório brasileiro diante da inovação tecnológica.

