O relatório da IEA destaca que os volumes globais de produção de biogás e biometano podem subir 22 por cento até 2030 em comparação com 2025, refletindo uma revisão de expectativas e um cenário mais favorável para investimentos em energia renovável. A análise inclui dados que revelam variações na velocidade de crescimento entre regiões, com destaque para Europa, América do Norte e mercados em desenvolvimento na Ásia e América Latina.
Em estudo apresentado em novembro de 2025 durante a COP30 em Belém, o Ministério do Planejamento e Orçamento divulgou análise de 219 páginas quantificando impactos econômicos da mudança climática no Brasil. Os números revelam que ação climática não é questão ambiental isolada, mas imperativo econômico estrutural: inação pode custar entre R$ 10,3 trilhões e R$ 17,1 trilhões em PIB até 2050, enquanto ação climática geraria R$ 6,7 trilhões adicionais de riqueza.
Em dezembro de 2025, o Acordo de Paris completou uma década como o principal marco da governança climática global. Assinado por 195 países durante a COP21, o acordo estabeleceu o compromisso de limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2 °C em relação aos níveis pré‑industriais, com esforços adicionais para conter o aquecimento a 1,5 °C. Dez anos depois, a pergunta que se impõe é direta e estratégica: quais são, na prática, os impactos dessas metas sobre o setor de energia e sobre as decisões de investimento?
Enquanto os líderes globais debatem os rumos da descarbonização, o Brasil emerge como protagonista da revolução energética pautada pela economia circular e o biometano. Na esteira da COP30, sediada em Belém, o país redobra esforços para alinhar sustentabilidade, inclusão social e inovação tecnológica.
O Brasil vive um dos momentos mais decisivos de sua história energética. Com uma matriz elétrica já majoritariamente renovável, cerca de 88% da geração elétrica vem de fontes limpas, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) o país agora enfrenta um novo desafio: financiar a expansão sustentável de sua infraestrutura, diversificar a matriz e garantir segurança energética em meio à transição global para a economia de baixo carbono.









