À véspera da COP30, a ONU lança um alerta grave: apesar de milhares de vazamentos de metano identificados via satélite, quase 90% deles não foram corrigidos — o que mina profundamente a meta de redução de emissões em curso. Dados da International Methane Emissions Observatory (IMEO) da UNEP revelam falhas sistêmicas na resposta de governos e setor de petróleo e gás, mesmo podendo representar “vitórias fáceis” de mitigação. Este artigo detalha os dados, as implicações para o clima, o que está por trás da demora e por que o metano é considerado “a leviandade invisível” mas de efeito imediato na crise climática.
O ano de 2025 emerge como um marco crítico na luta contra as mudanças climáticas. Relatórios recentes de organizações como a Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), a organização das Nações Unidas (ONU) e o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) convergem em uma mensagem clara: a janela de oportunidade para evitar os impactos mais catastróficos do aquecimento global está se fechando rapidamente
A concentração de gases de efeito estufa (GEE) atingiu o nível mais alto dos últimos 800 mil anos, o nível do mar está subindo em ritmo acelerado, e os oceanos estão absorvendo quantidades recordes de calor. O impacto disso é sentido em todo o planeta, com eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e severos.
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