O Brasil inicia 2026 com 215,9 GW de capacidade elétrica instalada, sendo 84,63% de fontes renováveis. A ANEEL projeta expansão de 9,1 GW ao longo do ano. Ao mesmo tempo em que Roraima finalmente se conecta ao Sistema Interligado Nacional, o setor solar atravessa seu segundo ano consecutivo de desaceleração, pressionado por cortes de geração, juros altos e gargalos na rede.
Falar em transição energética deixou de ser um exercício prospectivo para se tornar uma discussão concreta sobre competitividade econômica, segurança energética e posicionamento geopolítico. O tema, que há pouco mais de uma década orbitava majoritariamente relatórios acadêmicos e fóruns multilaterais, hoje está no centro das decisões de governos, empresas, investidores e organismos reguladores.
O Brasil vive um dos momentos mais decisivos de sua história energética. Com uma matriz elétrica já majoritariamente renovável, cerca de 88% da geração elétrica vem de fontes limpas, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) o país agora enfrenta um novo desafio: financiar a expansão sustentável de sua infraestrutura, diversificar a matriz e garantir segurança energética em meio à transição global para a economia de baixo carbono.
O que antes era visto como um custo regulatório ou uma concessão à agenda ESG, hoje se consolida como o principal vetor de crescimento, inovação e alocação de capital do setor. Em 2025, a pergunta não é mais se devemos investir na transição, mas onde e com que velocidade para capturar a vanguarda de um mercado em redefinição.
Em um marco histórico para o planeta, as fontes de energia renovável, impulsionadas pela ascensão meteórica da solar e da eólica, superaram 40% da geração global de eletricidade em 2023. Este não é apenas um número em um relatório; é o prenúncio de uma nova era, onde a promessa de um ar mais limpo, de um clima mais estável e de uma economia mais justa começa a tomar forma, tocando a vida de bilhões de pessoas de maneiras profundas e, por vezes, invisíveis.









