Mudanças climáticas: principais pontos do último relatório do IPCC

Mudanças climáticas: principais pontos do último relatório do IPCC

O que é fundamental entender no 6º relatório do IPCC sobre a mitigação das mudanças climáticas?

O mais novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) afirma que as medidas de mitigação necessárias para enfrentar as mudanças climáticas são urgentes.

O IPCC é um órgão consultivo da ONU sobre o clima e foi criado em 1988 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente e pela Organização Meteorológica Mundial. Seu objetivo é o acompanhamento e divulgação de pesquisas relevantes relacionadas às mudanças climáticas.

Seu último relatório (AR6 WGIII) revela que a emissão dos gases responsáveis pelo efeito estufa e aquecimento global continua aumentando. Por isso, com uma frequência cada vez maior, vemos notícias de inundações, períodos longos de seca, temperaturas elevadas, incêndios florestais e entre outras catástrofes climáticas.

A seguir, veja o que o último relatório do IPCC fala sobre as mudanças do clima.

Principais pontos do IPCC sobre as mudanças climáticas

O último relatório do IPCC contou com a participação de mais de 200 cientistas, de 65 países diferentes – inclusive brasileiros. O estudo trouxe as possíveis perspectivas para o futuro do planeta, com foco nas medidas necessárias para mitigar as mudanças climáticas, ou seja, na redução da emissão dos gases de efeito estufa e na remoção do CO2 da natureza.

Confira as principais considerações abordadas no relatório.

É possível atingir as metas do Acordo de Paris?

O Acordo de Paris é um tratado mundial, assinado por 195 países em 2015, que busca limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C até o final do século. Inclusive, foi o estudo do IPCC, de 2018, que ratificou esse limite como ideal para evitar mudanças climáticas mais severas.

No entanto, o novo relatório do IPCC verificou que todas as medidas e mecanismos que os países já adotaram não são suficientes para o mundo atingir o pico de emissão de carbono até 2025, considerado o prazo limite para essa adequação. O estudo constatou que será impossível atingir essa meta se também não houver captura e armazenamento de carbono já existente na atmosfera.

Quais países emitem mais gases de efeito estufa?

Nas últimas décadas, os países da região Ásia-Pacífico, como China, Índia e Japão, são responsáveis praticamente pela metade da emissão de carbono de todo o planeta. Enquanto os países do hemisfério Norte, conseguiram estabilizar a emissão desses gases e, hoje, atribui-se somente ⅓ da emissão total a eles.

Entretanto, o último relatório demonstrou que a discrepância é maior quando analisamos a emissão per capita, sobretudo relacionado ao poder aquisitivo: 10% da parcela mais rica do mundo contribui com até 45% das emissões globais, enquanto os 50% mais pobres, somente com 15% do total.

O uso dos combustíveis fósseis e os investimentos em energia limpa

Hoje, não há mais espaço para a construção de novos empreendimentos dependentes de combustíveis fósseis. O último relatório do IPCC deixa claro que a transição para a utilização de energia limpa e renovável é inadiável.

Segundo o estudo, o mundo ainda aguenta a emissão de 510 Gt de CO2 até 2050. Porém, as estruturas já existentes, que utilizam energia fóssil, têm projeções futuras de emitir até 850 Gt. Por isso, além da desativação dessas antigas instalações, sugere-se a expansão do investimento em outros tipos de energia, como a solar, eólica, hidráulica e nuclear.

Como se trata de uma demanda global urgente, nem todos os setores da economia conseguem se adaptar a tempo. Contudo, existem outros meios para compensar os danos causados pela emissão de CO2, como a compra de créditos de carbono. Os recursos recebidos da venda são utilizados para a conservação florestal e plantio de novas áreas verdes, que são elementos responsáveis pela captação natural de carbono da atmosfera.

Vale ressaltar que as conclusões do último relatório do IPCC não se tratam de previsões, mas sim de projeções respaldadas por cálculos matemáticos baseados em dados que a atual conjuntura apresenta. Por isso, os cientistas do AR6 WGIII afirmam que há urgência em executar as medidas propostas e não há mais tempo para protelar essas decisões para anos posteriores.

Na Urca Energia, as soluções energéticas sustentáveis, como o biogás e o biometano, transformam a matriz energética de empresas trazendo benefícios para o meio ambiente e para os negócios. O biogás, produzido pela EVA Energia a partir de resíduos de aterros sanitários e da suinocultura, é uma fonte renovável de energia elétrica ou combustível que previne a contaminação de solos e águas, reduz as emissões de gases do efeito estufa e gera economia para as empresas.

Já o biometano, um biocombustível produzido a partir do biogás, tem emissão zero de gases no processo produtivo e representa 40% de economia se comparado ao diesel. O Grupo Urca adquiriu a Gás Verde S.A, empresa que produz biometano a partir de resíduos de aterro sanitário, em Seropédica, além de duas plantas de geração de energia a partir de biogás em Nova Iguaçu e São Gonçalo, todas localizadas na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.