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Descarbonização por que reduzir emissões exige transformar a forma como produzimos e consumimos energia
A descarbonização tornou se um dos principais eixos da transformação econômica global. Embora a expansão das fontes renováveis seja uma parte fundamental desse processo, reduzir emissões exige mudanças muito mais amplas na maneira como energia é produzida, transportada, armazenada e consumida. No Brasil, que já possui uma das matrizes elétricas mais renováveis do mundo, o desafio avança para setores como transportes, indústria e produção de combustíveis, ao mesmo tempo em que cresce a importância de redes elétricas, armazenamento, eficiência energética, biometano, biocombustíveis, hidrogênio de baixa emissão, mercado de carbono e novas tecnologias. Mais do que substituir fontes fósseis, descarbonizar significa reorganizar sistemas produtivos inteiros para uma economia capaz de crescer com menor intensidade de carbono.
Renováveis 24h já desafiam fósseis no custo da energia firme, aponta IRENA
Novo relatório da IRENA mostra que sistemas híbridos de energia solar, eólica e baterias já conseguem entregar eletricidade firme durante 24 horas com custos competitivos ou inferiores aos de novas usinas fósseis em regiões favoráveis. A conclusão muda o centro do debate energético: a questão deixa de ser apenas o custo da geração renovável isolada e passa a ser o custo da energia limpa disponível quando o sistema precisa.
Cortar emissões pela metade. Gerar muito mais eletricidade.
O mundo precisa reduzir emissões de CO2 entre 30 e 50% até 2030 e, ao mesmo tempo, ampliar em pelo menos 40% a geração de eletricidade até 2035. Esses dois objetivos precisam caminhar juntos, mas ainda avançam em velocidades opostas. O paradoxo não é retórica climática: é o desafio central documentado pelo estudo Back to 2050, da Schneider Electric Sustainability Research Institute, e pelo World Energy Outlook 2025 da Agência Internacional de Energia (IEA). Entenda o que está em jogo, como chegamos aqui, o que os principais acordos e leis determinam e por que o Brasil pode ser protagonista.