Em estudo apresentado em novembro de 2025 durante a COP30 em Belém, o Ministério do Planejamento e Orçamento divulgou análise de 219 páginas quantificando impactos econômicos da mudança climática no Brasil. Os números revelam que ação climática não é questão ambiental isolada, mas imperativo econômico estrutural: inação pode custar entre R$ 10,3 trilhões e R$ 17,1 trilhões em PIB até 2050, enquanto ação climática geraria R$ 6,7 trilhões adicionais de riqueza.
Em dezembro de 2025, o Acordo de Paris completou uma década como o principal marco da governança climática global. Assinado por 195 países durante a COP21, o acordo estabeleceu o compromisso de limitar o aumento da temperatura média global a bem abaixo de 2 °C em relação aos níveis pré‑industriais, com esforços adicionais para conter o aquecimento a 1,5 °C. Dez anos depois, a pergunta que se impõe é direta e estratégica: quais são, na prática, os impactos dessas metas sobre o setor de energia e sobre as decisões de investimento?




